quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mundo cruel, mentes cruéis...

Me peguei conversando com a minha mãe essa semana sobre a tal da pena de morte. Tudo começou quando eu li a coluna do Paulo Sant'ana na Zero Hora sobre o assunto, onde ele contava mais uma história triste, que creio eu que os jornais já se cansaram de dar, ou os grandes acontecimentos dos últimos dias envolvendo Israel, ataques, política e etc. acabaram não deixando um espaço para a desgraça. Não que eu ache isso bom, mas é engraçado esse critério de noticiabilidade, que um dia, sei que ainda usarei. Bom, de qualquer forma, era uma bárbarie, um tio de 19 anos que violentou sexualmente sua sobrinha de 6 e a enterrou viva, em Pernambuco. Depois de ler na coluna todo o desenrolar da tragédia, eu pensei comigo que cada vez mais eu gostaria que existisse a pena de morte. Ok, toda a legislação do Brasil teria que ser modificada. Mas e daí? Acho que seria uma maneira de acabar com pessoas doentes como esse tio, que se dizia pai da da criança. Mas aí então que eu me assustei com meus próprios pensamentos: eu quiz muito, depois de ler o acontecido, que aquele tio e qualquer outro doente mental que tivesse a capacidade de fazer algo parecido, fosse torturado. Torturado mesmo, como nos filmes. Algo similar a dor que ele fez a menina passar até morrer...
E então, depois de pensar tanta crueldade, eu percebi que sou só mais uma daquelas pessoas que são totalmentes influenciadas pela mídia. Pois todos os pensamentos cruéis começaram no momento que eu li sobre a tragédia. E eles só irão voltar, quando eu ver/ler/ouvir algo parecido. Agora, que lembro pouco dos detalhes da história, eu já nem sei mais se pena de morte resolveria muita coisa...
É gente matando gente, sem nem saber que essa gente é. Que mundo doido, que mundo cruel.

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